As técnicas da terapia integrativa equilibram o corpo e a mente e complementam o tratamento médico convencional
Por Bianca Guimarães
Grupos de arteterapia estimulam a expressão criativa, a comunicação e o contato com potenciais da personalidade em seus aspectos, cognitivo, emocional e sensório.
A terapia é um tipo de tratamento utilizado para curar diversas enfermidades. Os tipos de terapia podem se dar de três formas: tradicional, alternativa e/ou integrativa. O modelo tradicional se baseia na medicina ocidental, que é conduzida pela comprovação científica, tratando o corpo como uma máquina e cada órgão como uma peça dessa máquina. Esse tipo de terapia utiliza medicamentos alopáticos, que passaram por estudos científicos, como meio de tratamento para as doenças.
Por muito tempo a medicina tradicional não acreditava na eficiência das terapias alternativas, mas após pesquisas terem revelado os benefícios desse método, as terapias integrativas têm sido indicadas até mesmo por médicos tradicionais. Diante disso, as terapias complementares e integrativas tem ganhado cada vez mais força no Brasil e no mundo.
A terapia integrativa enxerga o indivíduo como um todo, e não como uma máquina de peças separadas, buscando o equilíbrio energético entre corpo e mente. Esse tipo de tratamento atua com base na visão holística, observando todo o meio em que o paciente vive e como isso interfere tanto na sua saúde física quanto mental. Portanto, o foco é encontrar o agente causador do problema, para curar a dor do corpo físico, que na maioria das vezes, está sendo reflexo ou se somando a uma desarmonia emocional.
Essa modalidade busca uma relação mais humana entre o profissional e o paciente, para que o terapeuta descubra como a doença surgiu, em quais momentos ela se agrava e quais técnicas podem ser aplicadas para o seu tratamento. Para isso o profissional deve ter um olhar sensível, e desenvolver junto com o paciente, um ambiente terapêutico ideal para promover o seu bem-estar.
No Brasil, o debate sobre as práticas integrativas e complementares começou nos anos 80 com a 8ª Conferência Nacional de Saúde, que queria visibilizar demandas da população por uma nova cultura de saúde que questionasse o modelo tradicional. Logo, o Governo Federal passou a idealizar uma política pública que buscasse outros jeitos de praticar o cuidado e o autocuidado, considerando o bem-estar físico, mental e social, como fatores determinantes e condicionantes da saúde.
À medida que os debates se aprofundavam acerca das dificuldades para a implementação desse novo modelo de produzir saúde, o Departamento de Atenção Básica elaborava um documento para institucionalizar as experiências com essas práticas. Então, em 3 de maio de 2006, o Ministério da Saúde aprovou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPIC).
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