A casa acolhe mais de 260 pessoas mensalmente. Uma das formas de arrecadar materiais necessários para a casa é por meio da ‘Caixa de Mini Gentilezas’, em que turistas doam produtos de higiene pessoal fornecidos por hotéis em que ficaram acolhidos durante viagens.
O projeto da “Casa Mulher & Vida” foi iniciado em 2004, a partir da vontade da então assistente social Vera Datola de propiciar um espaço para que mulheres portadoras do vírus da imunodeficiência humana (HIV) pudessem debater e compartilhar vivências sobre o assunto. Antes de se tornar um local físico com acolhimento, alimentação e suporte psicológico para diferentes públicos, a fundadora e os voluntários enfrentaram dificuldades para criar uma estrutura com capacidade de atender pessoas desamparadas. Dona de casa, casada, mãe de três filhos e com parte do tempo dedicado ao trabalho como funcionária do SOS Mulher, que oferece suporte para mulheres vítimas de violência doméstica, a fundadora da organização não governamental percebeu a necessidade de fazer ainda mais para quem precisava de ajuda para superar traumas psicológicos.
Vera conta que angariar fundos para ações que busquem abordar especificamente grupos que enfrentam vulnerabilidade social como moradores de rua, profissionais do sexo, travestis ou portadores do vírus HIV é muito difícil por causa do preconceito. Ela relata que uma vez ao buscar patrocínio para um projeto sobre conscientização sobre o HIV, um comerciante da cidade a respondeu com negação “meu público não é esse público”. Vera o questionou sobre esse posicionamento “Como ele sabe que quem compra na loja dele não é homossexual, ou LGBT?”, desabafa. A psicóloga Nicole Gonçalves do Santos responsável pelos atendimentos em grupo e individuais diz que no caso dos pacientes que são portadores do vírus HIV, a transparência com familiares sobre o assunto muitas vezes não ocorre, causando um desamparo. “Tem famílias que dão apoio, que a gente chama de pessoas que são mais resilientes, normalmente a família está por trás apoiando”, acentua.
Ao a abordar a importância da instituição para a cidade, a fundadora Vera Datola diz acreditar que todas barreiras enfrentadas foram validas para o fortalecimento do local. “Se eu tivesse melhores condições eu não faria melhor, faria mais, a qualidade seria a mesma”, declara. E diz ainda que, agora, seu objetivo é proporcionar aos recebidos estudo básico para que eles consigam se inserir no mercado de trabalho e crescerem pessoalmente.
por Thaian Landim
O projeto da “Casa Mulher & Vida” foi iniciado em 2004, a partir da vontade da então assistente social Vera Datola de propiciar um espaço para que mulheres portadoras do vírus da imunodeficiência humana (HIV) pudessem debater e compartilhar vivências sobre o assunto. Antes de se tornar um local físico com acolhimento, alimentação e suporte psicológico para diferentes públicos, a fundadora e os voluntários enfrentaram dificuldades para criar uma estrutura com capacidade de atender pessoas desamparadas. Dona de casa, casada, mãe de três filhos e com parte do tempo dedicado ao trabalho como funcionária do SOS Mulher, que oferece suporte para mulheres vítimas de violência doméstica, a fundadora da organização não governamental percebeu a necessidade de fazer ainda mais para quem precisava de ajuda para superar traumas psicológicos.
Vera conta que angariar fundos para ações que busquem abordar especificamente grupos que enfrentam vulnerabilidade social como moradores de rua, profissionais do sexo, travestis ou portadores do vírus HIV é muito difícil por causa do preconceito. Ela relata que uma vez ao buscar patrocínio para um projeto sobre conscientização sobre o HIV, um comerciante da cidade a respondeu com negação “meu público não é esse público”. Vera o questionou sobre esse posicionamento “Como ele sabe que quem compra na loja dele não é homossexual, ou LGBT?”, desabafa. A psicóloga Nicole Gonçalves do Santos responsável pelos atendimentos em grupo e individuais diz que no caso dos pacientes que são portadores do vírus HIV, a transparência com familiares sobre o assunto muitas vezes não ocorre, causando um desamparo. “Tem famílias que dão apoio, que a gente chama de pessoas que são mais resilientes, normalmente a família está por trás apoiando”, acentua.
Ao a abordar a importância da instituição para a cidade, a fundadora Vera Datola diz acreditar que todas barreiras enfrentadas foram validas para o fortalecimento do local. “Se eu tivesse melhores condições eu não faria melhor, faria mais, a qualidade seria a mesma”, declara. E diz ainda que, agora, seu objetivo é proporcionar aos recebidos estudo básico para que eles consigam se inserir no mercado de trabalho e crescerem pessoalmente.
