As pausas que acabam comprometendo o andamento da melodia brasileira

O Brasil que teve e tem uma grande representação musical em vários gêneros musicais é o mesmo país que vê alguns deles, como o erudito, sobreviverem apenas em espaços específicos que em muitas ocasiões impossibilitam o acesso ao determinado estilo pelas pessoas.

por Samuel Martimiano

A música é umas das artes em que podemos expressar o que sentimos, ela mexe com as nossas emoções, sejam elas as mais simples composições até as mais complexas sinfonias. Ela pode ser uma maneira de escape para diversos problemas que enfrentamos nas nossas vidas, como por exemplo, a vida do Maestro João Carlos Martins que mesmo com impedimentos que poderiam afetar a sua vida como música ele continuou a tocar o seu amigo, o piano.

Apesar de ela nos ajudar em muitas coisas, os profissionais que vivem da música clássica no país encontram muitas vezes dificuldades que vão desde lugares para começar a aprender um instrumento para se tornar um músico, até em trabalhar em orquestras já que elas sofrem cada vez mais com o péssimo incentivo por parte dos governos, conta a professora de música e pianista Maria Aparecida Bronzato.

Um exemplo desse obstáculo é a falta de escola, caso de Eduardo Barros, músico profissional, professor de piano e arranjador do Musical 20 anos Diante do Trono. Ele conta que ao iniciar os estudos na área musical já era um pouco tarde, já que quando era criança a cidade a qual ele morava não tinha, e ainda não tem uma escola de ensino musical e que por isso tinha que viajar para outra cidade.

Outra barreira para os futuros músicos é a falta de incentivo por parte de familiares, por vezes há incentivos por parte das famílias, mas as próprias crianças não se interessam em aprender a música. Rodrigo de Oliveira, violinista profissional, músico de seção da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, contou que foi incentivado por seus pais e que eles mesmos o iniciaram no aprendizado musical.

O seu pai Wanderly de Oliveira, maestro e coordenador da Orquestra Tangedora de Cristo da Assembleia de Deus Ministério de Taubaté, começou a ensinar a parte instrumental e sua mãe Bernadete de Oliveira a parte teórica e que depois o colocaram para estudar na “Escola Municipal de Artes Maestro Fêgo Camargo” em Taubaté.


Com essas e outras dificuldades, O meio gospel se torna o grande incentivador para a inicialização musical, já que muitas igrejas tem uma tradição em formar músicos para o meio profissional, como a Congregação Cristã no Brasil, com os instrumentos de cordas e as Assembleias de Deus com os metais, conta o violinista Rodrigo. Outro exemplo é o grupo evangélico Diante do Trono, que em grande parte de sua história utilizou uma orquestra de sopro, e alguns instrumentos de cordas remetendo a sonoridade clássica.