Artistas fazem do amor o ganha pão diário

Cidade vale paraibana se enriquece da diversidade cultural com pessoas dedicadas a resgatar a alegria do público. Diante de trabalhos autorais e característicos, viver da arte, nem sempre é algo que se escolhe, mas, certamente, é uma maneira de registrar um legado.

Por Caio Fernandes

Usar o dom e a técnica como um modo alternativo para sobreviver requer dedicação, investimento e inteligência. É o caso do músico Diego Luz de Taubaté. Através da presença frequente do som do violão, Diego relembra importantes nomes da música brasileira em seu repertório, tento influências de Chico César, Paulo Moska e Lenine. “Qualquer um que se propõe a fazer o que ama se torna feliz”, afirma o músico. E completa: “no dia a dia é uma alegria poder trabalhar com que amo”.

Diego diz não ter escolhido ser músico, pois teve forte influência dos pais. Depois de ter concluído a faculdade de jornalismo, ele foi estudar sobre música e se formou em violão pela “Escola de Música e Tecnologia” (EM&T) de São Paulo, especializado na área de composição. Atualmente, o trabalho dele conta com músicas autorais, como por exemplo “Inusitado”, de composição de Valéria Velho, mas ficou conhecida pelas vozes de Diego Luz, Gustavo Lessa, Pedro Freire e João Oliveira.

Além da música, uma outra maneira que se tem de fazer arte é por meio de grafites. Felipe Rezende, também de Taubaté é desenhista e criou o “Ifilab”. Trata-se de um ateliê que serve para ele fazer o planejamento dos desenhos e poder grafitar murais pela cidade. “Fiquei durante muito tempo escrevendo poesias. Com o tempo, eu quis ficar mais figurativo e nisso comecei a trabalhar com os retratos”, relata Felipe. Ele ressalta que o que mais lhe interessa é transmitir as emoções e as expressões das pessoas, selecionando alguma foto que transmita emoção, e trabalhar nela. Os muros feitos por Felipe Rezende são carregados de cores frias, geralmente com rostos amarelos ou verde claro.

Felipe teve forte influência dos murais mexicanos. Houve um movimento após a revolução mexicana de 1910 e diversos artistas se manifestaram contra o regime totalitário que o México enfrentava.