A Comunicação é importante demais para qualquer tipo de trabalho, pois é ela que revoluciona e realiza grandes sonhos
Foi em 3 de Setembro de 1993, em São Paulo, que nascia Caique Toledo Camargo Campos. Com uma grande afinidade em ler, escrever e assistir jornais optou por seguir em uma profissão complicada.
Por: Renan Tomy
Mas para o jornalista, quando é difícil é muito melhor, por conta do gosto da conquista. Passou por jornal impresso, rádio e até um pouco de experiência na Televisão. Hoje, escreve para a ESPN e mudou o marketing esportivo do Esporte Clube Taubaté. Assumiu uma responsabilidade muito difícil, mas o seu talento de fazer acontecer apareceu mais uma vez. Depois de muitos anos, o Taubaté tem uma organização de marketing muito acima de seus rivais.
Vale Repórter: Qual a sua maior experiência vivenciada no Jornalismo?
Caíque Toledo: Em termos de currículo, com certeza é a ESPN. Um negócio que surgiu do nada e foi um convite muito legal, depositaram uma confiança muito grande em mim. E claro, ESPN, o nome dourado, sonho de qualquer jornalista. Agradeço muito pela chance que eles me dera. Mas o Jornalismo impresso te da muita experiência em coisa do dia a dia. Trabalha muito, correndo o dia inteiro, conhece pessoa e acaba criando uma empatia com algumas coisas que você às vezes não esperava. Meu primeiro trabalho com Jornalismo foi no jornal Bom Dia, em São José. Era um jornal voltado para classe c e d, tipo o Meia Hora. Fazia piada na manchete, tinha uma linguagem mais simples. Uma vez eu estava no centro de São José, fazendo uma matéria normal de rua, e uma senhora passou do meu lado e falou: “Você trabalha no Jornal? Eu recebo lá em casa. Manda um abraço para todo mundo lá. A gente valoriza este trabalho, porque se não fosse com uma linguagem mais simples, nunca íamos entender economia, política, muito obrigado.” Eu acho que é esse tipo de coisa que valer a pena, por mais que a ESPN seja um grande nome, as verdadeiras experiências da profissão você ganha ali na rua entrevistando e conhecendo pessoas diferentes.
VR: Quais são as maiores barreiras que um diretor de Comunicação de um clube de Futebol passa?
CT: O futebol interior aqui em São Paulo é muito difícil sobreviver e ter um departamento de comunicação. A maioria dos times do interior, falando por experiência própria de conversar e ter muitos amigos envolvidos, normalmente se limita a um assessor de imprensa e ponto. Eles não conseguem ter mais. Muito por questão de gasto, alguns clubes, infelizmente, julgam não ser necessário, acham que ter alguém atualizando um site já está ótimo. Mas as maiores dificuldades com certeza são as questões financeiras, pois todo clube do interior tem dificuldade de fazer uma gestão que pague em dia, com dinheiro sobrando. Isso é muito difícil em qualquer clube. Mas é justamente por isso, porque muita gente julga que não é necessário. Aqui em Taubaté, por exemplo, passou anos com uma pessoa que cuidava do site e acabou, não mandava realese, procurava os jornais dizendo que haverá um evento. Eu como trabalhava cobrindo, sentia falta disso, da pró atividade do clube. Quando me convidaram para trabalhar lá, era para ser só eu, mas aos poucos fomos pegando área de marketing, eventos, e hoje existem pessoas que me ajudam direta e indiretamente, podendo chamar de planejamento de comunicação. É mais que uma pessoa. Eu acho que, infelizmente, muita gente julga que não é necessário, mas é fundamental para uma equipe ter um departamento de Comunicação a altura porque querendo ou não, você movimenta a imprensa, e é isso que faz o clube girar. O patrocinador vai ver a marca dele. Se tiver uma assessoria que facilite o trabalho da imprensa, o clube ganha muito com isso.
VR: Como são feitas as estratégias de posicionamento do clube diante da mídia?
CT: A região, infelizmente, carece muito de mídia esportiva. Por mais que a gente tenha times de futebol, como São José e Guaratinguetá, que caíram, mas há pouco tempo estavam brigando pela primeira divisão; o vôlei de Taubaté que é campeão paulista, Handebol tri campeão americano, Futebol que brigou para subir este ano, são vários esportes que tinham que ter uma valorização maior, isso eu falo partindo dos próprios. O Taubaté não tem segredo, tinha uma página no Facebook que atualizava muito pouco. A primeira coisa que falei era para mexermos com redes sociais. Buscamos uma parceria com uma agência de Publicidade que montou um site novo, que é essencial, profissionalismo. Se você vai contratar um jogador, por exemplo, ele vai querer saber do clube, ver o site. Então, primeira coisa que fizemos foi correr atrás de uma agência que nos ajudasse com isso: montar um site e artes nas redes sociais. Me orgulho de ver como está, passamos em seis meses de mil para oito mil curtidas na página. Qualquer coisa que postamos tem um número grande de curtida, uma rotatividade de comentários, uma interação muito boa com o clube. Fazer o básico: manter a página atualizada, pois lá que o torcedor pode se comunicar e saber das notícias e, também, caber a você mandar realese todo dia para a imprensa, facilitar o trabalho deles. Assim você aparece mais na mídia, e de forma positiva. Então, são dois pontos: garantir a aparição do clube na mídia e ter as redes sociais bem frequentes e atualizadas.
VR: O que precisa evoluir na Comunicação do time?
CT: Falta gente porque eu acabo tendo que cuidar do Facebook, Instagram, Twitter, na área de imprensa na hora do jogo, ver todas as cabines e onde vai ficar cada um. Parte do marketing, organização de eventos, a questão da logística de viagem. Não é uma coisa difícil, mas é trabalhoso, é muita coisa. Uma pessoa a mais já ajudaria. Por exemplo, eu faço um texto agora, teve treino entre o profissional e o time Sub-20. Pego as informações, faço um texto, mando para os sites e jogo no Facebook, ok. Aí esquece de jogar no twitter e no instagram. Acontece, e com frequência. Eu faço o principal: alimentar a imprensa e jogar no Facebook. As vezes, você vai esquecer das outras redes. É muita coisa para lembrar. Se tivesse mais uma pessoa já ajudaria, não ia só melhorar, mas potencializar o trabalho e atingir um número maior de pessoas.


