Professora explica o papel da Agência de Comunicação Integrada

A docente Aline Fernanda Lima Ferreira ressalta importância da ACI e as expectativas com os novos estagiários

Coordenadora do curso de Relações Públicas da Universidade de Taubaté, Aline Fernanda Lima Ferreira tem 39 anos e nasceu em Guaratinguetá (SP), mais vive uma vida pacata na cidade de Roseira, no Vale do Paraíba.

Por Jennifer Gonçalves

Em 1996, enquanto lia uma revista sobre vestibulares, escolheu o curso de Relações Públicas, e após a sugestão de uma conhecida, optou estudar na Unitau, onde foi uma aluna muito dedicada. Formou-se em 1999 e, no ano seguinte, ouviu de um professor que ela deveria prestar um concurso para se tornar auxiliar de ensino, pois tinha jeito pra coisa. Seguindo o conselho, ela prestou três concursos em 2000 – para o Censo, para a Prefeitura de Taubaté e para Unitau – sendo aprovada em todos. Engajada em causas sociais, ela fez especialização em Recursos Humanos e mestrado em Comunicação Comunitária e hoje tem mais de 16 anos de experiência docente. Boa parte dessa trajetória se deu junto à coordenação dos trabalhos da ACI.

Como começou a Agência de Comunicação Integrada?
Aline Fernanda Lima Ferreira – A Agência de Comunicação Integrada começou quando eu era aluna, ela é dos anos 90. Era um projeto que estava dando muito certo naquela época, com muitos estágios, muitos alunos e precisava ter sempre um professor de cada área acompanhando o aluno. Aí, eu entrei em 2000.

Qual é a importância dela para o Departamento de Comunicação Social?
Por lá passaram muitos alunos, hoje alguns alunos que são professores, como o professor Gustavo Gobbato, que foi estagiário na Agência. Hoje, muitos estão no mercado, têm suas próprias agências, tem experiência. Ela é meio que um trampolim para o mercado de trabalho, porque ela proporcionava experiência, além de uma aproximação com o corpo de professores. O aluno fica mais próximo do Departamento por conta das responsabilidades que ele tem. No passado, ela tinha um leque maior de responsabilidades, porque existia mais condições de a gente fazer as coisas funcionar, tinha um grupo maior de professores e um grupo maior de alunos. Hoje, a gente tem a carga menor de horas destinadas pra ela, mais isso não impede de fazer os projetos. A ACI atendia entidades filantrópicas aqui da região, atendia outros setores da Unitau, por exemplo, o Departamento de Odontologia, eles têm um congresso em que todo material gráfico, toda a comunicação que se fazia para esse evento, passava pela Agência. Então, muitos projetos passaram pela ACI, mas hoje, essencialmente, o foco dela é o Departamento de Comunicação Social.
Qual é a contribuição dos professores que coordenam a ACI?
É apoio. É orientar, ensinar que deve ser um estágio de verdade, em que o aluno vai lá e executa. O professor tem a função de um tutor, que é alguém que orienta como deve ser feito, a forma certa de fazer. Então, a função da ACI é pedagógica, de fazer, mas fazer a partir de uma orientação, e aí são os professores que passam.

Qual é a importância do estágio na ACI para a vida acadêmica dos alunos?
Quem passa por lá, certamente, primeiro olha a comunicação de maneira mais integrada, porque é uma Agência de Comunicação Integrada, de ver o quanto as áreas têm particularidades, mas que as particularidades só podem ter resultados se forem somadas, que para fazer uma comunicação bem feita eu vou precisar das habilidades de todo mundo. E o que ganha? É conhecer a área do outro, conhecer o que o outro faz, fazer às vezes até o que outro está fazendo. Se é um texto, você faz junto, ajudando a criar uma peça, os alunos se envolvem nos eventos. Então, são muitas as contribuições em termos de aprendizado e de relacionamento, porque é um ambiente muito gostoso.

Quais são as atividades realizadas pelos alunos?
Hoje, a função dos estagiários, que são bolsistas e voluntários, é fazer a comunicação do Departamento funcionar, principalmente com o público interno: os alunos, os professores e os funcionários. Mas a gente também tem projetos para trabalhar com possíveis alunos, com o público externo; com a imprensa, de levar bem a imagem do Departamento; com o ensino médio, etc. Então, a gente tem algumas pretensões de que a ACI e o trabalho dela consiga impactar, em termos até de mercado mesmo, de trazer resultado para o Departamento de Comunicação Social.

Qual a importância do trabalho que a ACI faz nas redes sociais do departamento?
É estar dentro desta dinâmica da comunicação, das redes sociais, a gente não pode estar fora, a gente é um curso de Comunicação Social e se você não tem ações nas redes sociais, você esta fora do modelo hoje mais eficiente, mais utilizado. A importância é fazer o aluno aprender a usar essas ferramentas, promover o Departamento, gerar conteúdo, gerar engajamento, tem uma série de objetivos que as redes sociais proporcionam, desde o aprendizado para o aluno e a relação com público que se atinge lá. Então, a gente quer estar cada vez mais próximo do nosso público, que hoje nas redes sociais é essencialmente nosso aluno, mas também é o ex-aluno. No nosso Facebook, a gente tem hoje cerca de 4 mil ex-alunos engajados.

Quais são os projetos da ACI para esse ano?
A gente quer dar a chance de os estagiários pensarem os projetos também, além dessa parte prática do cotidiano, a gente tem muitas ideias, mas vamos deixar os alunos jogarem, apontarem soluções. A Semana de Comunicação (Secom) é de responsabilidade da ACI, e ela é a que toma mais tempo da gente, porque a gente começa a trabalhar a Secom em maio, pra fechar uma programação extensa de manhã e de noite com os profissionais. Toma bem tempo da gente, além das redes sociais e toda produção de conteúdo do nosso site, que é ainda um desafio pra gente, pra fazer funcionar como a gente gostaria.

Qual é a importância da comunicação para as instituições em época de crise política e econômica?
Manterem as pessoas informadas, pois em época de crise todo mundo tem dúvidas sobre o que vai acontecer, tem incertezas, inseguranças. Seu consumidor tem que saber o que está acontecendo no cenário, o que você tem, quais são seus projetos, seu funcionário tem que ter clareza. Em tempo de crise, na comunicação não dá pra você esbanjar, até porque você está segurando, vai ter economia no setor de comunicação com certeza. As ações não vão deixar de existir, mas elas vão ser menos custosas, então a comunicação vai ter que reduzir seus projetos, vai ter que reduzir o tamanho dos seus projetos, pra não deixar de fazer. Daí entra a criatividade, para chegar a um resultado bom, levar informação, mobilizar seus públicos, vender a marca, gerar comprometimento, porém de uma maneira muito criativa, porque ela vai ter que ser mais barata.