Lucas Candido é jogador de Handebol do Taubaté e está treinando desde outubro de 2015 para competir nos jogos desse ano
Apaixonado por esportes e principalmente handebol, o ponta direita do time de Taubaté e estudante de Publicidade e Propaganda da Universidade de Taubaté, Lucas Candido, terá o maior desafio de sua carreira como jogador.
Por Rafaela Donatelli
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| Foto oficial do ponta direita para o site do Taubaté Esporte Clube |
O atleta de 27 anos, nascido em Guarulhos, vai participar dos Jogos Olímpicos que serão sediados no Brasil em julho, e desta vez veste a camisa da Seleção Brasileira de Handebol. Desde a infância, Lucas esteve em contato com o handebol, pois começou a jogar com 11 anos pelo time de Guarulhos e, de 2005 a 2009, assinou contrato com o Esporte Clube Pinheiros. Em 2010, jogou pelo São Caetano e, um ano depois, surgiu a oportunidade de jogar pelo Taubaté, time que defende atualmente.
Graças à sua desenvoltura no time de São Caetano, o jogador recebeu um convite de um olheiro para participar da categoria de base da Seleção Brasileira de Handebol, atuou como cadete, juvenil, júnior e atualmente é membro da categoria principal da Seleção como ponta direita e assim enfrenta o desafio de trazer o ouro para o Brasil na Olimpíada 2016.
Por que você optou por esse esporte?
Lucas Candido – Desde criança eu gostava muito de esporte e praticava um pouco de tudo no colégio, basquete, futsal e handebol. Na época, meu professor da escola era também técnico da Federação e ele me incentivava muito a jogar profissionalmente, foi então que eu fiz um teste e comecei a jogar pela Federação e dei início à minha carreira.
Há quanto tempo joga pelo time de Taubaté?
Eu jogo pelo Taubaté desde 2011, como ponta direita.
De quais campeonatos você participou?
Participei do Campeonato Paulista como cadete e juvenil, do Campeonato Brasileiro nas mesmas colocações, Liga Nacional de 2013 e também participei do Panamericano em 2013 e 2014 jogando pelo Taubaté, quando ganhamos a competição e fomos classificados para o Mundial de Clubes no Qatar.
Por que você decidiu cursar uma faculdade?
Eu acho que um atleta, mesmo jogando em grandes times e tendo contratos bons não sabe o dia de amanhã. Eu posso me machucar e, de repente, não poder mais jogar e até mesmo a idade será um problema no futuro. Então, eu decidi fazer faculdade pra me garantir, caso a carreira de jogador não dê certo.
Como é conciliar a faculdade com o esporte?
É bem difícil pra mim, porque na maioria do tempo estou treinando para os campeonatos regionais e nacionais. A universidade oferece um apoio a atletas e isso me ajuda bastante. Em época de prova, quando eu tenho algum jogo e não posso faltar, os professores precisam fazer uma segunda chamada para que eu não fique sem nota e eu tento entregar todos os trabalhos complementares.
Quais foram os principais desafios de sua carreira?
Um dos maiores desafios da minha carreira foi participar do último mundial de clubes no Qatar, porque era muito importante para o time e para nossa colocação e o principal desafio da minha carreira vai ser participar da Olimpíada do Rio.
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| Jogador durante preparamento físico para a Olimpíada |
Como está sendo a preparação da Seleção Brasileira para a Olimpíada?
Começamos a treinar em 2012 com o que eles chamam de “Ciclo Olímpico”, que são jogos e competições para observar o desempenho dos jogadores. Bom, os treinamentos para a Olimpíada são muito intensos, começamos em outubro de 2015 com as disputas nacionais e muitas vezes precisamos treinar de 8 a 12 horas por dia. No começo desse ano tivemos a montagem da Seleção permanente e até deixamos de jogar pelos nossos clubes para focar na Olimpíada. Eu acredito que quando estivermos mais próximo dos jogos a ansiedade vai tomar conta e a pressão em disputar um campeonato tão importante para o meu país será muito grande. Então, para isso também temos acompanhamento psicológico para a preparação dos jogadores.
Qual o significado para um atleta profissional poder disputar uma Olimpíada?
É difícil de explicar a sensação, porque é um dos maiores sonhos de qualquer atleta, ainda mais disputar a primeira Olimpíada da minha vida pelo meu país! Eu fico muito feliz e espero poder trazer o ouro para o handebol brasileiro.
Qual a maior dificuldade desse campeonato para vocês?
Muitas pessoas questionam isso, temos muita vantagem em estar jogando no nosso país de origem e já estarmos acostumados com o clima, local dos jogos e tudo mais. Porém, eu acredito que a maior dificuldade será jogar contra os times da França e Alemanha. A Europa tem uma influência muito grande no handebol, que já vem de muitos anos de treinos e competições. O handebol ainda é um esporte “novo” para o Brasil e vamos precisar de muita garra para vencer.
Qual é o diferencial de uma equipe que conta com patrocinadores que reconhecem o valor do handebol?
O maior diferencial é a estrutura do time, quando você tem jogadores devidamente treinados e um técnico competente a receita é certa, as vitórias aparecerão. No Brasil, o que precisamos é tirar um pouco o foco do futebol e valorizar nossos esportes. O handebol sofre por não ser o esporte favorito de toda a nação, mas muitas modalidades precisam ser valorizadas. Como atleta, eu espero que a Olimpíada do Rio traga um pouco mais de interesse [para o esporte] para nossa população.
Quais são seus sonhos pessoais e profissionais e de que maneira pretende realizá-los?
Estou prestes a realizar o meu maior sonho, que é o de participar de uma Olimpíada e eu espero ganhar e trazer o ouro para o Brasil.


