Produtor de Pindamonhangaba investe em caprinocultura

Há oito anos, o produtor Paulo França, de Pindamonhangaba, decidiu investir na caprinocultura. A ideia inicial era usar o leite de cabra na fabricação de queijos, que seriam comercializados na região do Vale do Paraíba, mas a aceitação não foi boa. 

Por Tatiane Miranda

“Não existe uma cultura no Vale de se consumir produtos derivados do leite de cabra. Na verdade, as pessoas pensam que o leite serve apenas como remédio, mas é ai que se enganam. Poucas pessoas conhecem. Então tivemos uma dificuldade muito grande de inserir os queijos no comércio local.”, explica o produtor. Apesar da dificuldade, Paulo não desistiu da produção e tentou levar os queijos para a capital. A ideia deu certo e hoje os produtos produzidos no Vale do Paraíba abastecem restaurantes e empórios da capital paulista.

Atualmente, o sítio Algodão Doce, onde a fábrica se localiza, possui 130 cabras acomodadas em um espaço de 400 m². Pequenas e Produtivas, os animais rendem cerca de 500l de leite diários, que são destinados apenas à produção dos queijos. “Antes vendíamos o leite puro também, mas depois da aceitação na capital, direcionamos a produção apenas para os queijos, o que acabou agregando mais valor ao nosso negócio.”, conta Paulo. 

O processo de produção é dividido em algumas partes. Após a ordenha, o leite passa pelo processo de pasteurização, antes de serem analisados e testados os níveis de acidez e qualidade do produto. Feito isso, o liquido é resfriado por até dois dias. Nesta fase, o tipo do aditivo químico colocado, o tempo de fermentação e a temperatura determinam o tipo do queijo fabricado. Todo processo, até a embalagem, pode durar de dois a três dias. 

O laticínio produz diariamente cerca de 40kg de queijos e já possuem 8 variedades, entre elas um bem exótico, que possui a cor negra por fora, devido a adição de uma substancia derivada do carvão. Além do gosto diferente, o leite de cabra traz inúmeros benefícios a saúde dos consumidores. “Além de excelente fonte de cálcio, o leite também se destaca pelo tempo de digestão. Enquanto esse leva cerca de 10 minutos para ser digerido, o leite de vaca demora de 40 minutos à duas horas.”, fala o produtor. 

O sítio também recebe grupos de visitantes, todos agendados. Uma bela oportunidade para o produtor apresentar a marca para consumidores da região. Confira no nosso podcast a entrevista com os produtores de Pindamonhagaba