Jovens preservam a infância cuidando e guardando das bonecas que tem muito valor sentimental e trazem boas recordações. Como a historia de Ana Flavia Colione que aos de 3 anos de idade, que sempre acordava no meio da madrugada para não deixar sua “filha” cair da cama.
Por Ana Carolina Silva
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| As relíquias de Patrícia Miranda são guardadas a sete chaves. |
Um dia não houve como evitar e Graziela levou um tombo gravíssimo que acabou quebrou o auto falante que emitia o som do choro quando sua barriga era apertada. Essa foi à primeira boneca que Ana Flavia ganhou de presente da mãe. Hoje, Ana Flavia tem 20 anos, mas ainda olha para os brinquedos como se eles fossem seus filhos. “Graziela é minha paixão que tenho até hoje”, acentua a moça.
Além da paixão Ana Flavia guarda os brinquedos por um motivo muito especial, decorar o quarto da sua futura filha de carne e osso. Patrícia Miranda tinha o mesmo objetivo quando decidiu preservar as bonecas, mas mudou de ideia. “Antes pensava em dar paras filhas que tivesse, mas quando elas nasceram fui adiando e não dei“, admitiu a mãe.
Na era tecnológica as meninas criam amigas virtuais em jogos onde a vida é retratada e desconhecem o real sentido da infância, mas para a salvação da meninice ainda existem crianças que tem o habito de brincar com as bonecas de verdade e mães que estimulam suas filhas, como faz Isabel Vargas que acompanha as brincadeiras de Mariana que tem 5 anos, antes e depois da escola, imitando o cotidiano do colégio mencionando nomes das coleguinhas e ensinando musicas que aprende, como confirma a Mariana.” Eu brinco assim cantando a música de escolinha e dando banho mas, não todo dia”.
A pedagoga Debora Wernecke explica que para algumas pessoas essas relíquias guardam sentimentos mais fortes pois ao relembrar os momentos bons de infância, sempre vem a mete os momentos do brincar. O psicólogo Joel Pola também afirma que o brinquedo fala e conta, das fantasias da profundidade atingida no inconsciente infantil. “ O amor ao objeto, o material não deixa que o brinquedo seja destruído”. Talvez por isso todas as madrugadas Ana Flavia acordava para cuidar da filha Graziela.
