Quem disse que família e negócio não se misturam? Hoje, e cada vez mais, a disputa no comercio é muito alta. Realizar o sonho de ter o próprio negócio é muito difícil e a chance desse sonho ficar só no papel é grande. Porém algumas famílias mostram que a “união faz a força”.
Com cadeiras e mesas protegidos por guarda-sóis abertos, Marcílio Antonio Silva, recepciona com um sorriso no rosto a chegada dos clientes, vindos de regiões próximas. Todos os dias sob um céu ensolarado ou no dia mais chuvoso, no bairro Vila Adyana em São José dos Campos, a esposa de Marcílio, Patrícia Murari, começa a fazer os pastéis de uma antiga receita de família.
Após um cansativo dia de trabalho, os membros microempresa chegam em casa e continuam a se encontrar. Pode parecer estranho, mas é uma realidade para grande parte das famílias brasileiras. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 90% das empresas no Brasil são empreendimentos familiares. O que pode ser positivo, pois, muitas vezes, o laço familiar é o que garante um bom resultado nos negócios.
De acordo com o artigo do consultor de empreendedorismo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), Sergio Diniz, as empresas familiares são a base de sustentação da economia, pois todas nascem, crescem e se mantem a partir da iniciativa de algum membro de uma família que, aproveitando uma oportunidade, iniciou o seu próprio negócio.
Muitas vezes, trabalhar em uma empresa familiar, cria maior confiança naquela pessoa que está em seu projeto. Um ponto negativo é que, as vezes, os profissionais não conseguem evitar unir o lado profissional e o pessoal, o que pode virar brigas de família, além de prejudicar o negócio.
Para evitar problemas nos negócios em família, Patrícia Muralhi, uma das donas da Pastelaria A Magia do Sabor, destaca que é essencial ter sinceridade e combinar tudo previamente. “O que é combinado não é caro. Todos sabem o que tem que fazer. Cada um responde pelo local que está. O pensamento da família tem que ser um só: O cliente em primeiro lugar”, disse.
