Idosos fazem cursos de idiomas para manter mente ativa

O Programa de Atenção Integral ao Envelhecimento (PAIE), realizado na Universidade de Taubaté (UNITAU), no Campus Bom Conselho, oferece duas grandes atividades: formação dos profissionais que irão trabalhar na área da gerontologia e atividades que são oferecidas às pessoas acima de 50 anos.

Por: Luiz Faria

Alunos do grupo de conversação de inglês do Programa de Atenção
Integral ao Envelhecimento participam de atividades em sala de aula
Os idosos que buscam os cursos de línguas (inglês, italiano, espanhol), oficinas, atividades físicas e artísticas o fazem por vários motivos: curiosidade pessoal, ocupar melhor o tempo, satisfazer uma necessidade de fazer algo que não tiveram oportunidade antes, estímulo, disponibilidade de aprender uma língua diferente, retomar os estudos, para a necessidade de quando saírem do país obtendo proficiência da língua. “Sempre tivemos uma demanda grande por parte deles, da aprendizagem de uma língua estrangeira”, destaca a Profª Dra. Marluce Leão, coordenadora do PAIE. Inicialmente, o inglês era o mais solicitado, depois, espanhol e italiano. “Cumpre o importante papel de ser uma atividade que estimula, do ponto de vista psicológico, as funções mentais, o estímulo nessa fase da vida é fundamental para uma boa saúde”, completa a docente. 

Os resultados do Censo 2010 apontam um crescimento da população acima de 65 anos, numa projeção de 4,8% em 1991, 5,9% em 2000 e 7,4% em 2010 (14 milhões de pessoas). Existe uma estimativa de que a população idosa atinja em 2060, 58,4 milhões (26,7% do total) de pessoas no Brasil. Considerando esses dados, a metodologia em pedagogia social utilizada no PAIE, voltada à aprendizagem significativa, leva em conta o aprendizado dos participantes, de suas vivências, experiências a respeito do que aprendem e utilizando recursos variados. 

A professora aposentada Maria Aparecida Rovida de Oliveira, 64 anos, tem uma filha que mora na Escócia e, de vez em quando, vai visitá-la. Durante as segundas-feiras, no período vespertino, ela pratica o inglês em um curso de conversação no PAIE. “Eu já fiz um curso de inglês e venho mais para manter, poder me virar depois lá fora”, salienta a aposentada.