Equoterapia proporciona tratamento alternativo a pacientes

Dentre os tipos de tratamentos para recuperação de acidentes e lesões, a Equoterapia tem se destacado e se tornado uma escolha popular entre as pessoas acidentadas. Entretanto, a terapia com o uso de animais não se restringe a um determinado caso, oferecendo diferentes opções de tratamento aos pacientes, com um foco diversificado.

Por: Renato Pires


Pacientes buscam na Equoterapia, uma forma diferente de tratamento
 A Equoterapia é um tratamento que utiliza de cavalos no processo de recuperação de seus pacientes. Reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina desde 1997, ela atende, na maior parte das vezes, portadores da Síndrome de Down e pessoas acidentadas. Os efeitos do tratamento auxiliam na recuperação de movimentos e na coordenação motora. Mas, essa terapia expande suas ações para outros casos além desses.

Na estrada velha de Tremembé (SP), existe a Comunidade Terapêutica Equus, atendendo pacientes que tiveram suas vidas mudadas com a ajuda do tratamento. Amanda Bento de Oliveira, de 12 anos, tem deficiência visual e utiliza o espaço clínico. Em um pouco mais de um ano e meio de tratamento, a menina consegue selar e montar sozinha no cavalo. Por meio do som, seja pela voz ou pelo soar de apito da instrutora, Amanda conduz-se pelo campo de terapia sem a menor dificuldade.

 Na Equoterapia, há determinados propósitos para cada paciente atendido. A administradora do centro equoterapêutico Equus, Vânia Calçada, descreve os diversos casos abordados pelo método. “A Equoterapia se divide em três programas: Hipoterapia, Educação-Reeducação, e Pré-Esporte”, explana a psicopedagoga, que também é orientadora de Amanda nas sessões de Equoterapia.

 A Hipoterapia atende aos pacientes que necessitam montar junto com um especialista, devido ao fato de não possuirem condições físicas ou mentais para tal tarefa. Na Educação-Reeducação, o objetivo é desenvolver a coordenação motora do paciente, que pode montar, porém com o equoterapeuta ao lado do cavalo, interagindo entre si. Já no Pré-Esporte, a pessoa condicionada à terapia cavalga sozinha, como no caso de Amanda. Nele, ocorre a equitação adaptada, que busca atender à necessidade do paciente, como regular a rédea e os exercícios, a fim de que se torne possível a montaria.