Dos escritórios para as pistas de São Paulo

O produtor de festas que saiu da frente dos computadores para ocupar o CDJ acredita que o que atrai o público é a diversidade musical em suas festas. Com 24 anos o produtor de festas e DJ Wagner Almeida hoje chega a tocar até três vezes na semana, se dividindo entre a capital e as festas da região.

Por Thais Eloy




Depois de dois anos no Vale, o dj foi chamado para tocar em SP
Trabalhar em uma das casas mais famosas na grande São Paulo e estar à frente de uma das festas mais esperadas da região há três anos é um trabalho cansativo e que exige sempre a busca pelo novo. Com 24 anos o produtor de festas e DJ Wagner Almeida hoje chega a tocar até três vezes na semana, se dividindo entre a capital e as festas da região. 

 No braço direito tem tatuado um girassol, referência ao seu pintor favorito “Eu sempre gostei de desenhar e com uns nove, dez anos uma professora minha, na segunda série, me apresentou ao Van Gogh e eu fiz um quadro inspirado nele. Depois desse quadro nunca parei de desenhar. Foi o meu primeiro contato com a arte e minha inspiração desde então”. O gosto pela arte fez com que ele se encarregasse também da parte estética da divulgação das festas mas o controle não para aí, ele diz que, como bom virginiano, gosta de cuidar até de quem vai ficar na portaria “Não gosto de pegar nada pronto, gosto de me envolver em tudo mesmo. Sou muito perfeccionista”. A dedicação fez com que seu nome ficasse conhecido e em dois anos e meio de festa foi chamado para tocar no Anexo B

Quando começou a se destacar na área, teve que deixar de agir como fã, já que não pode fazer uma playlist só com uma artista ou músicas que o agradam “A música pop tem muitas vertentes hoje em dia. Desde pop com batidas de rock a pop com influências da música indiana, não sou um dj só de hits e sou muito observador, não gosto de fazer as coisas no automático, por isso fico observando a reação da pista sempre, a cada troca de música”. A proposta da festa é unir o público pela música e pelos interesses em comum, 0“Eu acho ótimo que não falte mais opção. Agora a gente pode escolher o que quer ouvir na pista e eu me sinto orgulhoso de ter sido parte disso. O nosso público está mais aberto a outros tipos de música e não acham que balada é lugar só de música eletrônica. Assassinamos o puts puts”.