A grama do vizinho é sempre mais verde, diz o ditado, e só com idas e vindas que descobrimos se de fato é. Os brasileiros Guilbert Ferreira e Camila Lima dão detalhes sobre suas estadias no exterior e, de contra partida, a sueca Cathrine Barbosa conta sua experiência com o Brasil.
Por: Renato Braga
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| Avenida Del Libertador |
Guilbert Ferreira, antes inspetor de alunos, mudou-se para a Argentina em busca da graduação em Medicina pela UBA [Universidade de Buenos Aires]. Atualmente ele está no 2° ano do curso.
Em respeito à vida na Argentina, acrescenta, "Já estou aqui há nove meses e há algumas diferenças culturais interessantes. A primeira coisa que me chamou a atenção foi a organização e a limpeza da cidade, me parece que os argentinos cuidam mais da cidade como um todo. No dia-a-dia, são mais diretos, não dão voltas quando querem te dizer alguma coisa, o que pode causar um pouco de espanto em quem não está acostumado".
Muitos estudantes viajam para outros países com o intuito de se especializarem, esse é o caso de Camila Lima, 31 anos, bacharel licenciada em Letras (Português/Alemão) pela Faculdade de Ciências e Letras (UNESP-Universidade Estadual Paulista) desde 2006.
Para Camila, a Alemanha é marcada pela organização extrema. "Eles são muito corretos e respeitosos. Acima de tudo são educados e individualistas, mas não no sentido negativo da palavra, e sim na ideia de cada um fazer sua parte”. Mas nem tudo são rosas, Camila ainda lembra que sofreu com o choque cultural.
Ao contrário dos brasileiros, Cathrine Barbosa, professora de idiomas, é sueca e está no Brasil há cinco anos. A diferença foi significativa, já que morou na Suécia por vinte anos e não tinha nenhum laço com o Brasil.
"Às vezes foi frustrante não poder falar e nem entender [o idioma], me sentia limitada por não conhecer o lugar. Aos poucos foi melhorando e agora já me sinto muito melhor aqui". Comenta a professora.
Tanto no Brasil ou em qualquer lugar, existem prazeres e dificuldades, por isso, toda viagem deve ser bem planejada. É preciso vencer as barreiras e se adaptar, e quem sabe, além de aprender, ensinar um pouco de nós.

