Segundo
pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
a população idosa ficará mais ativa daqui cinco décadas. A participação relativa
desse grupo passará de 13,8% em 2020, para 33,7% em 2060.
Por: Vivian Ferraz
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| A cada atividade realizada, uma aferição de pressão é feita nos alunos |
Era 1954 quando Carlos Rufino da Silva viu Maria
Aparecida Neves pela primeira vez. “Com essa moça eu tenho coragem de me
casar”, pensou o marceneiro à época. Um ano depois, ele descobriu que a moça trabalhava
em um local próximo ao seu serviço, na Praça Dom Epaminondas. O relacionamento
virou casamento. Tempos depois, com 10 filhos, o casal superou um câncer que
afetou Maria Aparecida.
Ela, hoje, aos 74 anos, acorda cedo e às 6h30 sai para caminhar. É a única atividade física que pratica. “As nossas únicas saídas ou são para ir ao médico ou para ir à igreja”, conta a idosa.
Dados do Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram aumento de 11% da população com
Diferentemente do casal de Taubaté, Maria José de Brito e Bernardino da Rocha Ferreira, ambos com 68 anos, participam das atividades do Centro de Convivência da Melhor Idade, em Aparecida-SP. “Para mim, fazer exercício é muito bom”, afirma a idosa que participa das aulas de alongamento com o marido.
Para Julia Bittencourt Branco Miranda, professora do Centro de Convivência, as aulas contribuem para a melhora na saúde dos alunos. “As atividades daqui são direcionadas à qualidade de vida, pois a maioria possui problemas de saúde”, conta.
Maria Aparecida e Carlos estão há mais de meio século juntos. Os 37 netos e os oito bisnetos são a distração do casal. Maria José e Dino se conheceram há 45 anos, na festa de São Benedito, em Aparecida. Com os dois filhos e os netos vivem felizes, não deixaram de vender os santinhos aos romeiros em uma loja.

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