Em janeiro de 2011, acontecia na região serrana do Rio de Janeiro o maior deslizamento de terras já visto no Brasil e um dos 10 piores já contabilizados pela Organização das Nações Unidas.
Por: Larissa Mafra
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| Quadro interativo atualiza os pesquisadores constantemente |
Uma catástrofe natural responsável por 916 mortes, 345 desaparecidos e 35 mil desalojados. A chuva provocou enchentes e quedas de barreira, e prejudicou sistemas de água, esgoto e energia elétrica.
A tragédia carioca mostrou a necessidade de investimentos na prevenção de desastres. Por obrigatoriedade, todos os países devem emitir um relatório completo sobre a capacidade preventiva a cada dois anos. Em 2010, um ano antes da tragédia no Rio, o Brasil emitiu o relatório declarando a escassez de recursos destinados a esse fim.
O país contava com o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD), mas faltava o aparato científico que apoiasse as prevenções. “Nós carecíamos de um órgão que monitorasse os fenômenos naturais e emitisse alertas quando fosse necessário, pois o CENAD atua só no pós-desastre e assistência de locais afetados”, esclarece a analista em geociências Carla Prieto.
Em 2011, houve a criação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em Cachoeira Paulista (SP). “Atualmente, o Cemaden monitora 535 cidades e a condição básica para ser monitorado é ter um mapeamento de suas áreas de riscos”, explica o operador em tecnologia João Motta.
Por meio das mídias sociais, os assessores de imprensa do órgão fazem o controle de o que as pessoas próximas as áreas de risco têm comentado, repassando as informações para os outros profissionais que tomam as medidas cabíveis.
Atualmente, o Brasil participa de um grupo de agências espaciais internacionais – The International Charter Space and Major Disaster – que atendem vítimas de desastres. “O Charter atua no pós-desastre, mas é importante para prover imagens de satélites capazes de apoiar os locais afetados", aponta o Secretário Executivo do Charter no Brasil, Ivan Barbosa.
A tragédia no Rio de Janeiro deixou vítimas, mas também ensinou a importância da prevenção e, com a tecnologia necessária, é possível evitar que episódios como esse se repitam e que vidas sejam poupadas.

