Se você já se perguntou como deve ser para um moto taxista conhecer todos os endereços e locais da região ficará surpreso ao descobrir que há gente de outros estados te dando carona, e que pode conhecer melhor a cidade que o próprio cliente.
Por: Rafael Lopes
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| Moto-táxi se preparando para pegar um cliente |
Dyego veio do nordeste do Brasil porque estava atrás de emprego. Seu primo, que morava em Taubaté, lhe contou sobre uma proposta de emprego na cidade. Com o apoio da família, migrou do estado de Alagoas para São Paulo em 2008. Seus primeiros meses foram difíceis, trabalhava de madrugada e sentia falta da família. Após ficar desempregado, Dyego passou um tempo fazendo serviços com sua moto até descobrir que uma agência de motoboy estava precisando de motoqueiros.
Sobre ser motoboy, o nordestino fala do cotidiano do moto taxista. “Não existe uma rotina. Todo dia, o que você tem que fazer e os lugares que precisa ir, é sempre diferente.” Explica Dyego, que possui um horário corrido, com entrega de documentos de bancos e viagens pra negócios. “O mais louco deste trabalho é que você não sabe aonde será o próximo destino, qual clima você vai enfrentar. Às vezes você se depara com chuva. É uma loucura!”. Sob a mesma linha de pensamento, o motoqueiro Thomas Barbosa Goveia Rodrigues, de 24 anos, também fala sobre a rotina de seu trabalho. “A rotina do motoboy é que você pode fazer seu próprio horário.”
Falando sobre as agências de motoboy, Thomas também diz que o motoqueiro deve pagar uma diária pra agência para poder estar utilizando do telefone a fim de atender às chamadas dos clientes. Entretanto, isto não possui nenhum vínculo empregatício com a agência. Se o motoboy pagar todas as diárias da semana, ele tem direito a uma folga. O ofício é perigoso e deve ser realizado com cuidado. “É uma responsabilidade grande, pois, além de estar pilotando a moto o dia todo, você está carregando alguém nas corridas.”

