O atual cinema taubateano

Após a morte de Amácio Mazzaroppi, as produções cinematográficas, principalmente na cidade de Taubaté, não foram para frente. Uma leva de novos entusiastas do cinema está produzindo conteúdos, na maioria das vezes, independente, como uma forma de tocar o sonho da sétima arte.


Por Bernardo Ferraro
Arquivo Pessoal 
O cineasta André Ferreira, 36, é um deles. Ele produziu em conjunto com colegas e o Coletivo de Cinema da Cidade – grupo que procurar desenvolver projetos cinematográficos em Taubaté-, o curta-metragem “O Caipira e a Bicicleta”. O filme, que teve sessão gratuita em diversos locais de Taubaté, é uma homenagem ao cinema de Mazzaroppi e a sua influência exercida sobre muitas pessoas ao retratar o caipira. “O bom de fazer cinema independente é que não precisamos seguir a cartilha da padronização”, relata Ferreira.

O idealizador do filme “O Caipira e a Bicicleta”, Alex Gafanha, 44, diz que “é preciso buscar inspiração na criatividade”. Ele que sempre trabalhou com filmagens de casamento, entre outros ‘bicos’, agora tenta colocar seu nome no cenário audiovisual do Brasil com suas produções independentes. Fã confesso de Mazza, ele está agora terminando de produzir um filme em conjunto com amigos, sempre chamados para ajudarem quando o recurso é pequeno para um filme. “Nossa ajuda a eles vem em transporte e comida. Por enquanto, pagar um salário não dá”, relata Gafanha.

Apesar do descaso dado à sétima arte em Taubaté, as produções continuam a todo vapor. Ferreira se juntou com a amiga Claudia Mello, 43, para produzir o documentário “Chagas Abertas – Pinheirinho: feridas que não cicatrizam”. Já Gafanha está gravando em São Bento do Sapucaí cenas do seu novo filme, “Um mestre por amor”, que deve estrear no começo do ano que vem.