Por Renata El
A saudade, o sentimento de falta de algo ou alguém, é uma das grandes fontes de músicas, poemas, livros, filmes, pesquisas e por assim vai. Ao pesquisar o termo no Google trinta milhões de resultados são encontrados, e, na primeira página, frases e músicas sobre o sentimento são maioria absoluta. No Facebook, é uma página com mais de um milhão de curtidas. São inúmeras e as mais variadas possíveis formas que o termo foi tratado, o sentimento é tão popular que dia 30 de Janeiro é comemorado o Dia da Saudade. Mas porque tudo isso? A saudade vende, e muito. “A saudade e o amor são coisas que vendem porque as pessoas se identificam. Se parar para analisar, grande parte dos hits sertanejos e de pagode falam sobre saudade ou citam a palavra em sua letra” analisa Guilherme Alves, jornalista integrante dos portais Rock n Beats e PapelPop. Fato, não é difícil lembrarmos de alguma música com o termo: De sertanejo à bossa nova, passando pelo rock’n roll e samba de raiz, todas as vertentes tem algum expoente nostálgico. Ao sintonizar algumas rádios não é difícil escutar frases de efeito como “Saudade, hoje eu posso dizer o que é dor de verdade”, na música de Arlindo Cruz com Marcelo D2 ou até mesmo na clássica Chega de Saudade, de Tom Jobim, que define bem o sentimento: “Não há paz, não há beleza, é só tristeza e melancolia que não sai de mim”. A última aliás, inspirou o livro homônimo de Ruy Castro e um filme de mesmo nome da cineasta Laís Bodanzky, diretora de O bicho de sete cabeças. O cinema nacional é recheado de produções com o tema, dois documentários que ganharam ótimas críticas recentemente são sobre o assunto: “Elena” e “Vou rifar meu coração”
Poucas mortes de poetas foram tão poéticas como a de Carlos
Drummond de Andrade, ele, literalmente, morreu de saudade alguns dias depois da
morte da sua única filha.
Leia maissobre Quando a saudade se torna doença
Leia maissobre Quando a saudade se torna doença
A saudade, o sentimento de falta de algo ou alguém, é uma das grandes fontes de músicas, poemas, livros, filmes, pesquisas e por assim vai. Ao pesquisar o termo no Google trinta milhões de resultados são encontrados, e, na primeira página, frases e músicas sobre o sentimento são maioria absoluta. No Facebook, é uma página com mais de um milhão de curtidas. São inúmeras e as mais variadas possíveis formas que o termo foi tratado, o sentimento é tão popular que dia 30 de Janeiro é comemorado o Dia da Saudade. Mas porque tudo isso? A saudade vende, e muito. “A saudade e o amor são coisas que vendem porque as pessoas se identificam. Se parar para analisar, grande parte dos hits sertanejos e de pagode falam sobre saudade ou citam a palavra em sua letra” analisa Guilherme Alves, jornalista integrante dos portais Rock n Beats e PapelPop. Fato, não é difícil lembrarmos de alguma música com o termo: De sertanejo à bossa nova, passando pelo rock’n roll e samba de raiz, todas as vertentes tem algum expoente nostálgico. Ao sintonizar algumas rádios não é difícil escutar frases de efeito como “Saudade, hoje eu posso dizer o que é dor de verdade”, na música de Arlindo Cruz com Marcelo D2 ou até mesmo na clássica Chega de Saudade, de Tom Jobim, que define bem o sentimento: “Não há paz, não há beleza, é só tristeza e melancolia que não sai de mim”. A última aliás, inspirou o livro homônimo de Ruy Castro e um filme de mesmo nome da cineasta Laís Bodanzky, diretora de O bicho de sete cabeças. O cinema nacional é recheado de produções com o tema, dois documentários que ganharam ótimas críticas recentemente são sobre o assunto: “Elena” e “Vou rifar meu coração”
Apesar do termo ser extremamente utilizado em
português, a saudade não existe em outras línguas, mas isso nunca impediu de
que grandes obras e artistas falassem sobre o tema. Uma das músicas mais
saudosistas de todos os tempo é “In my life” dos Beatles, que foi regravada em português
por Rita Lee na versão “Minha Vida”, que em nenhuma parte da versão da cantora cita
o termo português. “I wish you were here” do Pink Floyd, é outro exemplo de músicas
clássicas que falam sobre o sentimento.
| Crédito: Arquivo Pessoal/ Luciana Cristhovam |
O sentimento não é fonte só para filmes e
músicas, mas também para pesquisas de como o nosso corpo funciona, os efeitos
dos hormônios no humor de mamíferos e, também, para trabalhos de conclusão de
curso, como foi o caso de Rafael Persan, formado em jornalismo pela
Universidade de Taubaté em 2012, emocionou a banca com um livro-reportagem
sobre o sentimento. A ideia surgiu um ano antes, por causa de um relacionamento
a distância que sempre o obrigava a encarar o sentimento, logo, percebeu ao seu
redor amigos e pessoas aleatórias compartilhando da mesma aflição. “Saudade é um sentimento que permeia a vida de qualquer um.
Todos, quase sem exceção, sentem saudade de alguma pessoa, de alguma época, de
algum lugar. Partindo deste pensamento, acredito que saudade é um sentimento em
constante movimento”, analisa o jornalista. Fazer um livro tão sensível rendeu à Rafael
uma experiência inesquecível, que mostrou que a saudade é desigual, pode estar
em um detalhe ou em um tragédia, como foi o caso de duas de suas fontes:
Enquanto uma sentia falta de comer pizza com a família nas noites de sábado,
outra chorava compulsivamente pela morte precoce do filho, vítima do vírus
H1N1. E o que o autor extraiu de
experiência depois de se deparar com tantas formas diferentes?
“Saudade não se
mede. Não existe uma saudade grande, uma saudade pequena, muita ou pouca.
Saudade é um sentimento único, singular e particular.” Finaliza, Persan.
