Uso excessivo de smartphone é real, forte e leva ao vício

Por Caio Antídio


Uma recente pesquisa realizada pela consultoria IDC, afirma que cerca de dois terços de jovens do ensino médio e universitário faz uso de um dispositivo smartphone, sendo que muitos desses jovens são dependentes da tecnologia, que vem se desenvolvendo a cada dia. A maioria dos estudantes utiliza o dispositivo para conversa
r em aplicativos de mensagens instantâneas, como por exemplo: o whatsapp e o viber; outros utilizam para mensagens SMS, ligações, reprodução de música, pesquisa de informações na internet, jogos e uso das redes sociais como é o caso do facebook e do instagram. Alguns jovens apresentam sintomas de abstinência de uso de smartphone e dificuldades na rotina diária - muitos apresentam dificuldades nos estudos ou na vida social. Há aqueles que se comunicam somente por meio de dispositivos e outros ainda apresentam ansiedade quando privados de acesso ao aparelho.
Para o estudante de jornalismo Igor Imediato, se manter conectado atualmente, é uma necessidade. “Por motivos profissionais e até mesmo para contato com os amigos, o smartphone vem a acrescentar a interação do século”, afirma. O jovem estudante acredita ainda que o uso de smartphones é uma tendência. “Muitos têm e utilizam por gosto, outros perdem seu rumo e deixam de utilizar o aparelho de maneira benéfica”, explica o jornalista.
            “Tudo na vida em demasiado acaba sendo prejudicial à saúde de quem quer que seja”, afirma o diretor do departamento de informática da Universidade de Taubaté (UNITAU) Luís Fernando de Almeida. O diretor acredita que uma alternativa para se livrar desse vício seria um trabalho de conscientização geral, iniciando-se pela família e pelos meios de comunicação, valorizando os aspectos de relacionamento pessoal, não por meio de um aparelho, mas sim pessoalmente. “Entretanto, não vislumbro isso acontecendo, pois os pais não têm tempo para este trabalho, pois, em muitos casos, ou pela carga demasiada de trabalho que exercem ou porque, às vezes, estes pais são incentivadores desta realidade”, lamenta.