Novas tecnologias: um vício cada dia mais frenquente entre os jovens











Por Melissa Truyts

As novas tecnologias não apenas tornam a vida mais fácil, mas também produzem mudanças nos costumes e hábitos sociais. Cada vez mais os adolescentes estão deixando de lado o convívio com a família e amigos. “Principalmente o celular e a internet, afasta os jovens que estão próximos e aproxima os que estão longe. Substituem os contatos próximos da família e amigos, pelo virtual e isso não dá certo.” Avalia o psicólogo Jonas Silva de Albuquerque. Isso porque o uso excessivo das novas tecnologias vem tirando a liberdade dos jovens e alterando o comportamento social. Seu uso compulsivo pode provocar patologias relativamente novas, como ficar dependente do celular ou da Internet, que apareceram há pouco mais de dez anos - embora, em países como os Estados Unidos, tenham começado a surgir mais cedo.
Atualmente, ninguém nega que os dispositivos ligados à internet potenciam a produtividade, abre portas ao conhecimento e proporcionam um enorme leque de diversão. Porém, também não devemos menosprezar os números indícios de que a sua utilização excessiva pode causar depressão, pânico, comportamentos obsessivo-compulsivos e, em casos mais graves, episódios psicóticos.
O consumo excessivo destas tecnologias se encaixa dentro dos padrões da sociedade moderna e, por isso, o indivíduo não costuma ter consciência de seu problema. Assim, as pessoas afetadas, mesmo que percam o autocontrole, não pedem ajuda até chegarem "ao fundo do poço" ou serem pressionadas pela família. É certo que as pessoas inseguras, imaturas, incapazes de resolver seus problemas, instáveis emocionalmente ou com tendência a buscar o prazer de forma imediata são as mais propensas a cair na dependência do uso da Internet ou do celular.
São maneiras perfeitas para fugir da realidade estressante e compensar, de maneira fictícia, essas carências. Assim, o que começa como uma solução acaba se convertendo em uma conduta obsessiva, que dá origem ao abandono das obrigações familiares, de trabalho e culturais. O problema, hoje, é que estas patologias são cada vez mais freqüentes entre os jovens. Thereza Ribeiro Soares fala de como a filha Isabela Maria Ribeiro de 17 anos, é ligada o tempo todo ao celular. “A Isabela não larga o celular por nada, até quando vai se sentar a mesa pra comer, o celular ta ali do lado do prato, é uma dependência do smartphone, parece que sem ele não consegue viver.”
Para muitos de nós, o termo “dependência” pode ser um exagero para a nossa ligação com a internet, mas não podemos exagerar com nossas atividades online. A próxima navegada pela internet ou usar o celular pode proporcionar prazer ou surpresa, mas às vezes é uma boa ideia deixar o mundo com fio (ou sem fio) para trás por um tempo, e conversar com pessoas de verdade, ou apenas sair e respirar.