Faz bem quem faz o bem


A história de mulheres que se reúnem para realizar trabalho voluntário
Por Yasmim Mattos

Por Yasmim Mattos
O grupo “Fuxique”, reúne cerca de 30 mulheres, que se reúnem uma vez por semana, em Pindamonhangaba, com o intuito de fazer artesanato e arrecadar dinheiro para a Casa de Apoio Sol Nascente II, de Lagoinha, que abriga pessoas portadoras do vírus da AIDS. “Começamos o grupo em 2007, com cerca de quinze mulheres, hoje somos mais de 30 amigas fuxiqueiras”, explica Christina Lehmann, fundadora do ‘Fuxique’.
A casa de Apoio Sol Nascente II foi fundada em 1995, por irmãs franciscanas, e se localiza na Rua do Santíssimo Sacramento, 123, no centro de Lagoinha. A entidade acolhe pacientes de baixa renda. “Alguns chegam a casa por indicação da secretaria de saúde, hospitais, médicos ou assistentes sociais, porque são muito pobres, não tem família, nem casa, muitas vezes são encontrados na rua e em diferentes estágios do vírus”, conta Christina.
Com o artesanato, essas mulheres ajudam a mudar o destino de quem antes não tinha esperança alguma de futuro. Uma das participantes mais ativas do ‘Fuxique’ é dona Gisselda, que aos 75 anos tem muita disposição de ajudar. Dona Gi, como é chamada pelas amigas, adora fazer suas famosas colchas de retalho para ajudar a arrecadar dinheiro para a causa. “A filantropia sempre povoou a minha vida”, diz Gisselda.
Além do artesanato, o grupo ‘Fuxique’ organiza cafés, jantares, venda de pizzas, para maior arrecadação de dinheiro em prol da Casa de Apoio. “Cada bordado, cada ponto, é uma moedinha que vai enchendo o cofre em beneficio dos que precisam”, concluí Christina Lehmann.

Por Yasmim Mattos