Bullying: A brincadeira que gera sofrimento



Por Maria Mendonça


Bolinha, gorda, barril, saco de areia, são alguns dos apelidos que a filha de 9 anos, de Elaine Toledo, aluna do 5° ano de uma escola de Cachoeira Paulista é chamada pelos colegas. Ela sofre Bullyng pelo fato de esta acima do peso assim como uma grande parte das crianças hoje em dia e os colegas da escola aproveitam para tirar sarro do problema, mas não tem conhecimento do que o Bullyng pode gerar.
  O Bullying é considerado uma patologia social,assédio moral, uma violência de ordem física e psicológica.
Onde há ações intencionais, repetitivas e muito provavelmente uma relação de desigualdade / de poder entre o agressor e o agredido, explicou a psicóloga Kátia Matteazzi.
Uma pesquisa feita no ano de 2009 pelo IBGE aponta que quase um terço (30,8%) dos estudantes brasileiros informou já ter sofrido Bullying, sendo maioria das vítimas do sexo masculino. A maior proporção de ocorrências foi registrada em escolas privadas (35,9%), ao passo que nas públicas os casos atingiram 29,5% dos estudantes. E em 2010 outra pesquisa feita constatou as humilhações entre os alunos acontecem com as crianças que cursam 6° e 7° ano. As capitais brasileiras com mais índice de Bullying são Brasília e Belo Horizonte com 35,6% e 35,3%, respectivamente, de alunos que declararam esse tipo de violência.
Em casos como esse os pais devem estar atento a qualquer mudança de comportamento dos filhos, tais como: resistência em ir para escola, distúrbios do sono e digestivos, ansiedade, medo, pois podem ser alguns dos sintomas de que algo não esta bem, podendo ser o  Bullying.
Os pais precisam procurar a escola para ver o que realmente esta acontecendo e quais a suas intervenções diante do caso. Quando detectado encorajar ao enfrentamento,supervisionar, dar suporte emocional e físico(estratégias), buscar um psicólogo, conselho tutelar. As etapas diferem de caso para caso, orientou a psicóloga.
Foi o que aconteceu com Elaine que ao notar a mudança de comportamento da filha imediatamente procurou a escola e sua filha foi encaminhada para a psicopedagoga da instituição para fazer orientações, porque alem do constrangimento causado, estava prejudicando o aprendizado da menina. Além da escola o apoio da família é muito importante. “Eu procuro ajudar, aconselhando, incentivando a ser melhor e se aceitar como ela é para ela aprender a gostar do corpo que ela tem”, conta Elaine.
Os tipos de Bullying que podemos encontrar hoje são: físicos, emocional, racista, cyberbullying.