Por Felício Neto
É na Avenida Desembargador Paulo de Oliveira Costa, Localizada no centro da cidade, a feira da Barganha de Taubaté, popularmente conhecida como “Breganha”, é a mais famosa do Vale do Paraíba. Com mais de um século de existência , o local é tradicional para a população local, e um ponto de visitação para turistas, sem contar que é uma grande atração para colecionadores.
A feira surgiu com a intenção de barganhar, como o próprio nome denuncia. Sua origem, assegura a historiadora Maria Morgado de Abreu no livro “Aspectos do Folclore em Taubaté”, começou na época do Brasil Colônia, período em que a moeda circulante era rara, e a troca de mercadoria se apresentava como uma solução prática. Por isso, em seu passado, a Breganha só tinha objetos velhos e usados. Peças que não tinham mais serventia em casa e que poderiam ser trocadas por outras mercadorias.
O grande problema do aspecto cultural do local nos dias de hoje, é que muita coisa mudou na tradicional feira. “Hoje não é mais Breganha, é comércio. Antes você via coisas antigas, relógio de parede, esteio de cavalo, panela de metal, hoje não tem nada disso. Futuramente vai ser tudo comércio, isso aqui esta se acabando”, afirma José Benedito M. da Silva, breganhista no local há mais de 60 anos.
O DSU (Departamento de Serviços Urbanos) relata que em cada domingo passe entre o Mercado Municipal e a Feira da Breganha, cerca de 70 mil pessoas.
Hoje em dia, sabe-se bem que a “Breganha” pouco tem de barganha e, na verdade, mesmo com muitas pessoas honestas trabalhando no local, o que temos é um domingo de comércio livre, onde a pirataria e a falta de fiscalização toma conta de parte da cultura de Taubaté.

