Região do Vale do Paraíba tem grandes expectativas econômicas com a Jornada Mundial da Juventude

Por: Bárbara Rocha 

Não há dúvida sobre o impacto gerado na América Latina e no mundo sobre a nomeação de Jorge Bergoglio, agora Papa Francisco. Suas atitudes simples, junto com a escolha do nome, no qual evoca pobreza, faz com que muitos fiéis, principalmente no Brasil, onde concentram-se o maior número de católicos no mundo, sintam-se acolhidos pelo pontífice. 
Tudo isso coincidiu com o evento que será sediado no Rio de Janeiro em julho deste ano, a Jornada Mundial da Juventude, que reúne centenas de jovens para a esperança de um mundo melhor, através de catequeses, missas, e adorações. A passagem dos símbolos de peregrinação, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, pelas cidades de Taubaté, Caraguatatuba, São José dos Campos, Santa Branca, Jacareí, Monteiro Lobato, Paraibuna e Igaratá, já atraiu olhares de visitantes para a região. Muitos hotéis estão sendo construídos nas cidades próximas ao Rio de Janeiro fim de acomodar os turistas que comparecerão ao evento. 
Para o católico e estudante de História, Robson da Silva, a região está preparada para o evento. “O vale do Paraíba é um ponto estratégico para a JMJ, por ficar perto do Rio e por sediar O Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que é um dos maiores santuários marianos do mundo. Por isto será uma região preferencial dos peregrinos do mundo inteiro”, afirma. 
Tudo isso impulsionará o comércio da região, tanto em aspectos relacionados ao turismo, quanto à economia, pois segundo o economista Edson Trajano, esse turismo pode se expandir para outras cidades. “Os benefícios econômicos são a atração de mais turistas para a região que não ficará restrito a Aparecida. Cidades como Campos do Jordão e Cachoeira Paulista (Canção Nova) também aproveitarão”, conclui. E é nesse contexto que o comércio religioso engata para se manifestar com mais clareza. “Haverá um impulso no comércio como um todo. Mas, o potencial de vendas sempre é menor por se tratar de um público mais jovem, com menor renda em relação aos mais velhos. Em relação ao comércio de produtos religiosos as lembrancinhas devem prevalecer”, completa. 
Arlete Campos, que possui um comércio dentro da Basílica de Nossa Senhora de Aparecida, está esperançosa quanto à visita de turistas em julho. “A gente espera um grande movimento aqui na cidade, que possa aumentar as vendas para todos nós”, para ela, sua pequena loja de lembrançinhas, que possui desde santinhos em cera e madeira à semi-jóias com pingentes de Nossa Senhora, pode lucrar muito com a visita de turistas. E é nessa época que o Vale do Paraíba chamará a atenção de centenas de turistas, e consequentemente contribuirá para movimentar o consumo e o fluxo de pessoas na região.