Esporte para deficientes é motivação para superar os limites


por Ludmila de Castro

A primeira Paraolimpíada ocorreu em 1960, em Roma, em que participaram 400 atletas e 23 delegações. Em matéria publicada na revista Espaço Acadêmico, em outubro de 2004, a atividade foi classificada como um fator que aumenta a autoestima do deficiente, além de provar seu valor como atleta e cidadão.

Consta em documentos, que após a 2ª Guerra Mundial, muitos combatentes tornaram-se deficientes físicos, o que influenciou o neurocirurgião Ludwig Guttman a começar um trabalho de reabilitação dessas pessoas, por meio da prática desportiva. Dessa forma, foi realizada em 29 de julho de 1948, em Londres, a primeira competição para atletas deficientes.

Atualmente no Brasil
De acordo com o Comitê Paraolímpico Brasileiro, o país compete nas seguintes modalidades: Atletismo, Basquete, Bocha, Ciclismo, Esgrima, Futebol 5, Futebol 7, Goalball, Halterofilismo, Hipismo, Judô, Natação, Remo, Rugby, Tênis, Tênis de Mesa, Tiro com Arco, Tiro Esportivo, Vela e Vôlei.

O antigo treinador de paradesporto, Cláudio José Cambusano, treinou por cinco anos atletas paraolímpicos que ainda estão na atividade, como Gustavo Gartz,Vanderlei Quintino, Talisson Glock e Ana Paula Fernandes na modalidade de natação competitiva representando o Brasil.
Para Cambusano, “o maior desafio para eles foi superar suas limitações físicas na água, nos treinos e em suas respectivas provas de natação e vencer diariamente preconceito”, afirmou.

O ex-treinador acredita que esporte proporciona a formação do cidadão, ensinando-o a lidar com dificuldades da vida. “De uma forma geral o esporte competitivo é um escudo, uma proteção contra fraquezas, desvios e futilidades, pois proporciona comprometimento, disciplina, seriedade, foco e muita determinação. Além de superação, e aí, abre-se um leque de fatores importantes na construção e evolução do cidadão paradesporto, que aplica garra, atitude, caráter e principalmente a socialização”.

Região metropolitana
Dentre as entidades que zelam pela integração de deficientes físicos à sociedade, está a Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência) uma organização filantrópica, que desenvolve programas voltados a essas pessoas especiais tanto no esporte, quanto no lado profissional.

O programa voltado a paratletas visa a reabilitação dos participantes, em parceria com o CESEC - Centro de Emancipação Social e Esportiva de Cegos, que desde 2007 oferece projetos na área esportiva, na qual os envolvidos são treinados para as paraolimpíadas, e a Avape qualifica-os profissionalmente para ampará-los quando encerrarem a carreira esportiva.

Os participantes devem ter no mínimo 14 anos e apresentarem qualquer tipo de deficiência ou residirem em área de vulnerabilidade social.

A unidade está espalhada por várias cidades da região e pode ser encontrada em Taubaté, na Rodovia Oswaldo Cruz, no Rio Comprido, ou pelo telefone (12) 3632-5804.